Publicado por: clubedadignidade em: novembro 3, 2008
Às vezes – e não são poucas – eu quero escrever alguma coisa que diga exatamente como me sinto. Então escuto alguma frase em uma música, e ela diz o que eu gostaria de dizer, mas de uma forma que só faz sentido para mim. Nessas horas seria fácil se fosse possível transpor para seu corpo as minhas sensações, e as sensações que tenho a seu respeito. Talvez muitas vezes você se assustaria, e até se machucaria com isso, mas no final veria que é tudo para dizer uma mesma coisa, algo que nem sempre cabe num gesto de carinho, num presente, num cuidado, num mimo, num olhar, num beijo, numa manhã e nem mesmo em todas as palavras de todos os idiomas do mundo.
Então eu penso numa metáfora: uma flor que ainda está fechada, se guardando para se mostrar no momento apropriado. Imagine essa flor se segurando a cada vez que o sol nasce, apenas para, por poucos segundos, poder mostrar tudo o que ela realmente é quando o brilho certo aparecer. Então, essa flor que tanto se fechou e se guardou, de repente começa a se abrir. Suas pétalas se movem lentamente, mas o fenômeno é tão bonito que o tempo se perde diante de tal visão a ponto de não se saber que aquilo durou muito pouco. Essa flor deu tudo que existia de mais gracioso diante do olhar de alguém, diante de uma hora cotidiana qualquer, mas que jamais vai se repetir..