Publicado por: clubedadignidade em: novembro 5, 2008
Clubinho também é cultura. Senão, vejamos.
Tava assistindo o programa da Marília Gabriela (by the way, adoro!), e o entrevistado da vez, neuroradiologista/cientista Edson Amaro, disse que a paixão é mais nitidamente verificada no cérebro masculino do que no feminino. A neuroimagem do cérebro masculino demonstra de cara que o cidadão tá apaixonado, já da mulher… Boladão do quê?
Isso mesmo. Achei chocante a informação. Surreal, prontofalei. Sempre achei que as mulheres se apaixonavam mais facilmente do que os homens (inclusive na parte química da coisa), visto que somos (na maioria) mais carentes, mais românticas, mais “iludíveis”, mais “ai ai ai”. Fato.
Segundo ele, isto se dá porque o homem é estimulado muito rapidamente pelo sexo oposto, seja pelo aspecto visual ou pelas emoções iniciais de uma possível paixão (sabe aquela fase mega gostosa de vontade de estar com a pessoa amada 24 horas por dia, 7 dias por semana?). A excitabilidade cerebral é superior e mais facilmente verificada no cérebro masculino. Portanto, quando estimulado, a leitura do cérebro masculino mostra lá a paixão bombando, do feminino não, precisa de muita conversa, muitas dúvidas surgirão, ser ou não ser, gostar ou não gostar, confusões, enfim, aquela coisa toda da alma feminina. Aí demora pro cérebro raciocinar que “ops, to gostandinho mesmo”.
Ah, tá, brigada. Chego a uma conclusão um tanto quanto frustrante: a química toda da paixão ocorre rapidinho no homem, e da mesma forma que vem, penso eu que vai embora também… já na mulher, demora pra chegar, e quando chega: putz, e pra ir embora?
Além de poder fazer xixi em qualquer lugar, não se preocupar com roupa/cabelo/depilação/unha, emagrecer mais rápido, ter menos gordura no corpo e salários mais altos, ainda se apaixonam e desapaixonam mais fácil que nós? Ahhhh, não, vida bandida!
Mas, pera ai, né, uma coisa é ser quimicamente estimulada por uma imagem bonita (desde quando isso é paixão?), outra bem diferente é ficar perdidamente apaixonada…E cardioimagem, ainda não tem, não? Quero saber no coração de quem a paixão chega primeiro! Aí sim.